segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Compositor de Destinos


Olhar no espelho... Tarefa simples, claro.
Ao olhar no espelho cada dia de nossas vidas, contemplar nossa própria imagem a todo momento deixamos de perceber as sutis mudanças que acompanham o Tempo. Por isso ao olhar uma foto antiga podemos nos surpreender: "Esse sou eu?"
NÃO! Esse ERA você.
O espelho me é um refletir da metaforfose humana. Você pode nao ter mudado tanto fisicamente, mas qualquer diferença em ti vai aparecer no espelho, seja no seu sorriso, seja no fundo dos seus olhos... Muda-se com o tempo, e o Tempo te muda.
Como? aah ele tem seus artifícios...
Não quero entrar aqui no tema de essência humana. Se as pessoas realmente mudam ou como dira o House "People don't change..." O que eu pretendo com esse post é exaltar não as mudanças interiores, mas sim as exteriores a si, aquelas sobre as quais não se tem controle.
Aquelas que magicamente são moldadas pelo Tempo.
Se o Tempo existe ou se é só um decorrer de fatos presentes e a distância entre os acontecimentos ou se é apenas uma grandeza física, relativa ou não, não interessa. O que interessa é que aqui estamos, mas um dia não estaremos mais.
O que mais me impressiona no Tempo, são suas ferramentas. Suas ferramentas para que a vontade dele vontade seja feita, o Tempo molda destinos como esculturas de barro.
E cada instante, quando você menos espera, o Tempo brinca contigo, rompe seus planos porque ele tem os dele pra você. E o melhor, até o Tempo tem seu próprio tempo, o que faz as coisas acontecerem nos momentos certos, mesmo que você não saiba porque, o Tempo sabe, claro que sabe, é ele quem faz as Leis.
Veja bem, já que estamos aqui, já que estamos vivendo, precisamos do Tempo, então nada mais sensato que admiti-lo como força maior. Nós acabamos, Ele continua, não há o que fazer quanto a isso.
Podemos no máximo marcar nossa passagem sobre ele, nos tornar mundialmente notáveis, mas sejamos sinceros, isso é para um parcela pequena da população, até porque se todos fossemos marcantes, ninguém seria (entende o meu ponto?)
Impossível pensar em Tempo e não vir a cabeça suas divisões: o Passado, o Presente e o Futuro. Três abstrações. Não é possível conceber o Passado porque ele existe apenas na nossa mémoria, na qual convenhamos, não podemos confiar plenamente. O Futuro não chega. E o Presente é um pouquinho dessas duas abratraçoes, logo, também é impraticável, é apenas o imediato. (falando muuuito superficialmente sobre o assunto).
Enfim, o que eu tentei dizer foi que nossa vida é guiada, seja por planos alheios, por meros acasos, por acontecimentos bobos que geram um efeito dominó ou uma bola de neve. E coisas que parecem não terem nada a ver, acabam se entrelaçando de modo a tranformar a vida e transformar você.

E para coroar a reflexão, a música que me inspirou a escrever este post:

L.N.

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